Tirar uma foto por dia:
Talk que mudou a minha percepção:
John Legend: "Redemption Song" Todos merecem uma chance de mudança, não é de hoje que vem sendo discutido o problema do sistema prisional como um todo. Na maioria dos países é um lugar de afastamento da sociedade e não de reforma. Mas esse talk também levanta uma questão mais profunda, aqueles que encontraram a redenção acharam a liberdade dentro de suas mentes antes mesmo de serem pessoas livres. E nós? Temos a liberdade mesmo caminhando livres? Começar essa jornada traz mudanças não só em você como também mudanças profundas na forma como enxergamos o outro e como tratamos o mundo. Quando atingirmos a liberdade o mundo será um lugar melhor.
Ouvir pessoas que são apaixonadas:
Por que não falar também das coisas que eu sou apaixonado? Começando pelo teatro.
Sempre quis participar de aulas de teatro, lembro quando Néia e Nando se apresentavam perto de casa e me dava vontade de participar também (hoje eu agradeço por não ter entrado nessa companhia louca). Depois de muito sentir vontade e deixar pra lá, assistir mil vezes Os Melhores do Mundo, Barbixas e muitas outras companhias e peças, chegou o meu ensino médio e eu pude fazer a tão sonhada aula de teatro. Na época eu estava estagiando no STJ então, com muito orgulho, pude pagar. Quando eu pisei no palco pela primeira vez, uau! Muitos personagens, muitas histórias e várias pessoas assistindo. Suor, ansiedade, nervosismo e olha que nem estava tão bom assim. Eu finalmente senti que podia ser diferentes pessoas, ou melhor, diferentes versões de mim para dar vida a inúmeras personagens (sim, o artigo é feminino). Após as aulas de teatro acabarem, eu e meus amigos continuamos a fazer algumas peças no ensino médio, nada muito profissional. Quando entrei na UnB senti muita falta de fazer teatro. Parecia que estava alguma coisa faltando, foi então que conheci a Clarissa, meu primeiro amor de cabelo cacheado estava se formando em artes cênicas e não tinha ideia do que fazer após a formatura, mas queria muito dar aula. Então, montamos a nossa escola / produtora de teatro e cara, deu certo! Foram muitas apresentações, direções, atuações e projetos. Participei de mais de 12 peças, fora apresentações de cursos de verão. Fiz de velho ceifador da morte (como mostrado acima) a Freddy Mercury vestido de mulher, criei um palhaço e tive experiências maravilhosas em cima do palco. Apesar do namoro ter acabado a algum tempo, ainda mexo com teatro mesmo que nos bastidores e sou extremamente apaixonado por um dos melhores hobbies que já fiz na vida :)
Pé na terra:
Queria poder me expressar melhor. Não ter medo de rejeição ou de abandono pelas coisas que eu falo. É meio difícil lidar com isso, porque mesmo que eu queira alguma coisa eu acabo disfarçando e fujo completamente. É bem automático.
Devo encarar meus medos por mais difíceis que pareçam apesar de não saber a origem deles. O lance é seguir em frente e não deixar se abalar. Meus medos não me definem.


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