terça-feira, 25 de julho de 2017

A minha mente está preocupada com pensamentos passados.

"A minha mente está preocupada com pensamentos passados. 1. Essa ideia é, obviamente, a razão pela qual vês só o passado. Ninguém vê coisa alguma realmente. Só é possível ver os próprios pensamentos projetados para fora. A preocupação da mente com o passado é a causa da concepção equivocada acerca do tempo da qual sofre o teu modo de ver. A tua mente não pode apreender o presente, que é o único tempo que existe. Portanto, não pode compreender o tempo e não pode, de fato, compreender coisa alguma. 2. O único pensamento totalmente verdadeiro que alguém pode manter sobre o passado é que ele não está aqui. Pensar sobre ele de qualquer modo é, portanto, pensar em ilusões. Poucos compreenderam o que está, de fato, implicado em retratar o passado ou em antecipar o futuro. A mente está em branco quando faz isso, porque não está realmente pensando sobre coisa alguma. 3. O propósito dos exercícios para o dia de hoje é começar a treinar a tua mente a reconhecer quando não está realmente pensando em absoluto. Enquanto ideias sem pensamento preocupam a tua mente, a verdade é bloqueada. Reconhecer que a tua mente tem estado apenas em branco, em vez de acreditar que está cheia de ideias reais, é o primeiro passo para abrir o caminho para a visão. 4. Com o menor investimento possível, investiga a tua mente por cerca de um minuto, como de costume, apenas notando os pensamentos que lá achares. Cita cada um deles pela figura central ou tema que contenha e passa para o seguinte. Começa o período de prática dizendo:
Eu pareço estar pensando sobre __.

5. Em seguida, cita cada um dos teus pensamentos especificamente, por exemplo:
Eu pareço estar pensando sobre [nome de uma pessoa], sobre [nome de um objeto], sobre [nome de uma emoção],e assim por diante, concluindo no final do período de exame da mente com:

Mas a minha mente está preocupada com pensamentos passados".

Aceitar que minha mente está preocupada com o passado é bem fácil, pois como disse na reflexão anterior, tenho bastante facilidade de fazer isso. Mas o que mais me chamou a atenção foi a última parte do exercício que permite que a mente foque no pensamento de agora. Isso tem trazido um pouco mais de calma a minha mente, principalmente com os pensamentos negativos.

Porém uma ideia que não consigo conceber é: como que a mente pensando no passado ou futuro está em branco? Se ela não está preenchida, ela está como? Como aplicar o conceito do ego a essa visão "encoberta" pelo passado? Ainda procuro respostas.

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Eu vejo só o passado.

"Eu vejo só o passado. 1. É particularmente difícil acreditar nessa ideia a princípio. No entanto, é o fundamento racional para todas as precedentes.
É a razão pela qual nada do que vês significa coisa alguma.
É a razão pela qual deste a tudo o que vês todo o significado que tem para ti.
É a razão pela qual não compreendes coisa alguma do que vês.
É a razão pela qual os teus pensamentos não significam coisa alguma e são como as coisas que vês.
É a razão pela qual nunca estás transtornado pela razão que imaginas.
É a razão pela qual estás transtornado por ver algo que não existe.

2. Ideias velhas sobre o tempo são muito difíceis de serem mudadas porque tudo aquilo em que acreditas tem as suas raízes no tempo e depende de não aprenderes essas novas ideias sobre ele. No entanto, é precisamente por isso que precisas de novas ideias sobre o tempo. Essa primeira ideia sobre ele não é realmente tão estranha quanto possa parecer de início. 3. Olha para uma xícara, por exemplo. Vês uma xícara, ou estás meramente revendo as tuas experiências passadas de pegar uma xícara, estar sedento, beber, sentir a borda de uma xícara contra os teus lábios, tomar café, e assim por diante? E as tuas reações estéticas em relação à xícara também não estão baseadas em experiências passadas? De que outra maneira saberias se, ao deixá-la cair, esse tipo de xícara quebraria ou não? O que sabes sobre essa xícara exceto o que aprendeste no passado? Exceto pelo teu aprendizado passado, não terias nenhuma ideia do que é essa xícara. Então, será que realmente a vês? 4. Olha à tua volta. Isso é igualmente verdadeiro para o que quer que seja que olhes. Reconhece isso aplicando a ideia para o dia de hoje indiscriminadamente a qualquer coisa que capte o teu olhar".

Antes de começar esse tópico e voltando ao anterior gostaria de colocar algo que uma colega me disse ontem: "Fiquei pensando sobre o seu relato e me lembrei do que a Flávia Melissa disse certa vez sobre ser suficiente e vou compartilhar aqui:

"Pare de olhar para si mesmo, e para o mundo, com estes olhos julgamentosos do que é certo e do que é errado. Tudo está sempre certo. Nada teria como ser diferente do que é, caso contrário, seria. Tudo, absolutamente tudo o que todas as pessoas do mundo fazem é o melhor que conseguem fazer, levando em consideração o nível de consciência e as ferramentas que possuem, naquele momento. Todo mundo está fazendo o seu melhor. E este é o grande ganho de consciência, a grande pedra filosofal capaz de transmutar o chumbo em ouro dentro de nós: você não tem defeitos. Você é o ser humano perfeito. Não é você que é defeituoso; defeituoso é a forma como você vem enxergando a si mesmo e ao mundo, há mais tempo do que pode se lembrar. Porque lá atrás, quando você era pequenininho, alguém te ensinou que algo em você não era bom o suficiente para conquistar o amor das outras pessoas e, como o medo de qualquer ser humano é não receber o amor e reconhecimento dos demais, você vem reproduzindo esta “cisão”, ocultando aspectos de si mesmo que aprendeu a julgar inadequados. Acolher a sombra é perceber que não existem aspectos inadequados. Todos os seus aspectos são adequados – o que não significa que você não pode querer evoluir, se desenvolver, ser mais feliz. Você tem todo o direito de querer se aprimorar, mas preste bem atenção a algo que vou te dizer: não existe nada em você que você precise melhorar.

A insuficiência é a maior crença limitante do ser humano, como se existisse um juiz externo, um observador imparcial o suficiente para dizer o que é o suficiente. Nada é suficiente, e nada é insuficiente: tudo é, apenas, o que é. E está tudo certo: está tudo bem em ser quem você é.""

Depois desse tapa na cara acho que posso voltar para o tópico de hoje. Viver o passado é uma coisa que faço constantemente e já virou rotineiro. Então não foi difícil fazer essa lição, pois infelizmente eu faço isso com uma frequência enorme e não consigo desassociar. Um ponto importante colocado aqui foi a ideia da nossa percepção de tempo ser linear. Se ela não é linear é o que então? Presente, passado e futuro fazem parte da visão de todos. Mas ai é onde a gente se engana, em um TED talk que vi,  onde traz que essa nossa visão nem sempre foi assim. Antigamente o tempo era visto em ciclos e conforme fomos perdendo essa visão, costumamos a acelerar mais e mais para chegar no "final" e ter feito o máximo de coisas possíveis e ser o que tem maior sucesso. Acho que é por isso que vivemos tanto no passado, pois não temos tempo de aproveitar as coisas do presente pela nossa vontade de querer sempre vencer o mais rápido e por isso pensar no que passou pode ser uma âncora inconsciente para desacelerarmos.

Mas a questão de se apegar no passado é uma coisa que preciso deixar de lado, pois meu presente nunca sera presente se eu ficar pensando só lá atrás ou lá na frente. Não consigo sentir mais a emoção intensa de realizar as coisas ou feitos porque minha cabeça sempre está em outro espaço tempo e cada dia mais. Preciso quebrar essas correntes que me prendem, só não sei como fazer.

sábado, 22 de julho de 2017

Eu estou transtornado porque vejo algo que não existe.

"Eu estou transtornado porque vejo algo que não existe.1. Os exercícios com essa ideia são muito similares aos precedentes. Mais uma vez, para qualquer aplicação da ideia, é necessário citar tanto o nome da forma do transtorno [raiva, medo, preocupação, depressão, e assim por diante] quanto da fonte, tal como a percebes, de modo bem específico. Por exemplo:
Eu estou com raiva de __ porque vejo algo que não existe.
Eu estou preocupado com __ porque vejo algo que não existe.

2. É útil aplicar a ideia de hoje a qualquer coisa que pareça transtornar-te e ela pode ser usada com proveito ao longo do dia para esse propósito. Todavia, os três ou quatro períodos de prática que são requeridos devem ser precedidos, como antes, de uma investigação da tua mente de cerca de um minuto, e a ideia deve ser aplicada a cada pensamento que te transtorne e que seja descoberto na investigação. 3. Mais uma vez, se resistes em aplicar a ideia a alguns pensamentos transtornadores mais do que a outros, lembra-te dos dois avisos colocados na lição anterior:
Não há pequenos transtornos. Todos eles são igualmente perturbadores para a paz da minha mente.

E:
Eu não posso guardar esta forma de transtorno e abandonar as outras. Assim, para os propósitos destes exercícios, vou considerá-las todas como a mesma".

A primeira reação foi: whaaatt? Apesar da lição passada falar que não estou transtornado (leia puto) pela razão que eu imagino não significa dizer que essa razão não exista. É muito estranho abordar todo sentimento ou emoção como uma miragem e que a realidade é outra. Mas se é outra, qual é essa realidade? Resolvi então aceitar que é uma miragem e tomar isso como "verdade". No começo parecia que a miragem era isso que estava afirmando, mas depois esse lição me ajudou em algo que não consegui fazer na lição anterior que era ver que todos os problemas dão origem em um único lugar. Então meus transtornos na verdade foram para um único ponto: EU NÃO ME SINTO SUFICIENTE. Boooooommm! A mente explodiu! Medos, angústias, ciúme, raiva, tudo isso de alguma forma foi porque nunca me senti suficiente e me sentia culpado porque eu me cobro para ser suficiente. A muito tempo atrás eu me cobrava para ser o melhor, mas vi que isso só fazia mal, então, certamente, ser suficiente é a medida adequada. Mas conforme o tempo foi passando, me senti menos que suficiente e comecei a me cobrar para ser suficiente, porém quanto mais cobrava, menos eu fazia e ainda faço. Minha energia toda é drenada nessa cobrança. E isso só consegui descobri hoje!

Mas voltando ao ponto do exercício agora fiz o seguinte:  E SE SER SUFICIENTE É UMA ILUSÃO CRIADA POR MIM? SE ISSO NÃO EXISTE? Double boooommmmm! Então não preciso segurar essa barra que é gostar de você toda? Deu de imediato um alívio e um sentimento de vazio ao mesmo tempo. Se não preciso ser suficiente, preciso ser o que? Sigo ainda tentando descobrir as coisas, mas dessa vez entendendo melhor o que se passa comigo.

Eu nunca estou transtornado pela razão que imagino.

"Eu nunca estou transtornado pela razão que imagino. 1. Essa ideia, como a precedente, pode ser usada com qualquer pessoa, situação ou evento que no teu pensamento esteja te causando dor. Aplica-a especificamente a qualquer coisa que acredites ser a causa do teu transtorno, usando para a descrição do sentimento quaisquer termos que te parecerem exatos. O transtorno pode parecer ser medo, preocupação, depressão, ansiedade, raiva, ódio, ciúme ou inúmeras outras formas, das quais todas serão percebidas como diferentes. Isso não é verdadeiro. Aplicar a mesma ideia a cada uma delas separadamente é o primeiro passo para reconheceres que, em última instância, todas são a mesma. 2. Ao usares a ideia de hoje para algo que percebes como a causa específica de qualquer forma de transtorno, usa tanto o nome da forma na qual vês o transtorno quanto a causa a que tu o atribuis. Por exemplo:
Não estou com raiva de __ pela razão que imagino.
Não estou com medo de __ pela razão que imagino.

3. Todavia, mais uma vez, isso não deve substituir os períodos de prática em que primeiro procuras na tua mente as “fontes” do transtorno no qual acreditas e as formas do transtorno que pensas resultarem delas. 4. Nestes exercícios, mais do que nos precedentes, podes achar difícil ser indiscriminado e evitar dar a alguns sujeitos maior peso do que a outros. Talvez ajude, se precederes os exercícios com a declaração:
Não há pequenos transtornos. Todos eles perturbam do mesmo modo a paz da minha mente".

Essa lição demorou o dia todo e realmente parece que vai ficando mais difícil. Colocar  todos os problemas no mesmo patamar de importância não  foi difícil, pois em vários  momentos a importância de cada um varia imensamente.  Então  decidi fazer uma lista do que incomoda e a razão pela qual me incomoda. Quanto mais fui colocando mais descobri coisas do passado que me incomodam e na tentativa de buscar a fundo uma única razão  não  consegui  encontrar. Ao contrário do que diz no exercício não  foi o ego que se sobrepoz,  mas a culpa que carrego por cada coisa que me chateia. E não vejo a externalidade ou a separação de Deus como o problema,  mas a culpa que carrego e não  consigo desvincular.  Mas a lição serviu de grande importância para aceitar cada vez mais que cada coisa que me chateia não tem significado intrínseco e sim um significado que coloco. Apesar de ainda não saber como mudar esse significado. Dá mesma forma que me lembrou que não sou vítima e sim responsável pelo que cultivo

Estes pensamentos não significam nada.

"Estes pensamentos não significam nada. São como as coisas que eu vejo neste quarto [nesta rua, desta janela, neste lugar]. 1. Distintos dos anteriores, estes exercícios não começam com a ideia para o dia. Nestes períodos de prática, começa notando os pensamentos que estão cruzando a tua mente durante mais ou menos um minuto. Em seguida, aplica a ideia a eles. Se já estiveres ciente de pensamentos infelizes, usa-os como sujeitos para a ideia. Todavia, não seleciones apenas os pensamentos que pensas que são “maus”. Acharás, treinando-te a olhar para os teus pensamentos, que representam uma tal mistura que, de certa forma, nenhum deles pode ser chamado de “bom” ou “mau”. É por isso que não significam nada. 2. Ao selecionares os sujeitos para a aplicação da ideia de hoje, a especificidade usual é requerida. Não tenhas medo de usar tanto os pensamentos “bons” quanto os “maus”. Nenhum deles representa os teus pensamentos reais, que estão sendo cobertos por eles. Os “bons” são apenas sombras daquilo que está além, e sombras fazem com que seja difícil ver. Os “maus” são bloqueios para a vista e fazem com que seja impossível ver. Não queres nenhum dos dois. 3. O objetivo aqui é o de treinar-te nos primeiros passos em direção à meta de separar o que é sem significado daquilo que é significativo. É uma primeira tentativa no propósito de longo alcance de aprenderes a ver o sem significado como estando fora de ti e o significativo dentro de ti. Também é o começo do treinamento da tua mente para reconhecer o que é o mesmo e o que é diferente. 4. Ao usares os teus pensamentos para a aplicação da ideia para o dia de hoje, identifica cada pensamento pela figura central ou evento que ele contém, por exemplo:

Este pensamento sobre __ não significa nada.
É como as coisas que vejo neste quarto [nesta rua, e assim por diante]".

Essa lição tem extrema importância para mim. Pois como eu penso bastante esse exercício serve para tirar grande quantidade do que passa pela cabeça.  Sentir que os pensamentos  não significam nada é  um grande alívio principalmente na parte dos pensamentos negativos e descobrir que eles não  tem valor intrínseco acalma. Porém  já tinha essa percepção  de forma superficial e aprofundar mais nisso é  de extrema  importância. Muitos dos meus pensamentos tem a ver com a auto estima e me livrar da maior carga é  um dos meus objetivos.

A questão dos pensamentos serem de senso comum também  me traz amarras que só  percebo depois que passa e tento reeducar mas é  um exercício cansativo que precisa ser feito.

Eu não compreendo coisa alguma do que vejo

"*Eu não compreendo coisa alguma do que vejo neste quarto [nesta rua, desta janela, neste lugar].* 1. Aplica essa ideia do mesmo modo que as anteriores, sem fazer qualquer tipo de distinção. O que quer que vejas vem a ser um sujeito apropriado para aplicar a ideia. Certifica-te de não questionar a adequação do que quer que seja para a aplicação da ideia. Estes não são exercícios de julgamento. Qualquer coisa é adequada, desde que a vejas. Algumas das coisas que vês podem ter um significado emocionalmente carregado para ti. Tenta colocar esses sentimentos de lado e meramente usa-as, assim como usarias outra coisa qualquer. 2. O sentido dos exercícios é o de ajudar-te para que limpes a tua mente de todas as associações passadas para veres as coisas exatamente como aparecem para ti agora, e para que reconheças quão pouco realmente compreendes a respeito delas. Portanto, é essencial que mantenhas uma mente perfeitamente aberta e desembaraçada de julgamento ao selecionar as coisas às quais a ideia para o dia deve ser aplicada. Para esse propósito, uma coisa é como qualquer outra, igualmente adequada e, portanto, igualmente útil".

Me incomodou saber que não sei de nada. É como se o ego falasse que de alguma coisa eu tenho que saber e procuro compreender minhas atitudes e as coisas a minha volta. Mas é fato de que nossa experiência passada ou de terceiros influencia e rotula tudo ao nosso redor e é necessário ampliar nossa visão e ter uma nova forma de ver as coisas. Mas acho que isso parte mais do princípio de aceitarmos que não conhecemos a história completa do que ser ignorante em qualquer assunto. Me assusta pensar o quanto não conheço sobre ter um ego inflado pois sempre me provei ser menos egoico possível, porém a cada dia que realizo esse exercício vejo mais coisas que tenho que mudar. 

A forma diversa que podemos enxergar o mundo bate de frente com a especialização que temos ter e saber o máximo sobre determinado assunto. Isso eu já sinto já tem um tempo porque parece que o modo diverso não se encaixa no mundo específico. Isso me deixa desconfortável e sufocado, porque apesar de lutar para ser mais diverso e aprender mais coisas, parece que o mundo te puxa para ser cada vez mais especializado e o melhor dos melhores em determinado assunto principalmente quando você está na faculdade.

Sendo essa a reflexão de hoje começo a ficar mais instigado a continuar o exercício :)

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Eu tenho dado a tudo o que vejo todo o significado que tem para mim.

"*Eu tenho dado a tudo o que vejo neste quarto [nesta rua, desta janela, neste lugar] todo o significado que tem para mim.* 1. Os exercícios com essa ideia são os mesmos que os da primeira. Começa com as coisas que estão perto de ti e aplica a ideia a qualquer coisa sobre a qual o teu olhar pousar. Depois, aumenta o âmbito para fora. Vira a cabeça para incluir o que quer que esteja em qualquer um dos lados. Se possível, vira-te e aplica a ideia àquilo que estava atrás de ti. Continua sendo tão indiscriminado quanto for possível ao selecionar os sujeitos para a aplicação dessa ideia, não te concentres em nada em particular e não tentes incluir tudo o que vês em uma determinada área, ou introduzirás tensão. 2. Meramente dá uma olhada com naturalidade e razoável rapidez à tua volta, tentando evitar qualquer seleção por tamanho, brilho, cor, material, ou relativa importância para ti. Considera os sujeitos simplesmente como os vires. Tenta aplicar o exercício com igual facilidade a um corpo ou a um botão, a uma mosca ou ao chão, a um braço ou a uma maçã. O único critério para a aplicação da ideia a qualquer coisa é meramente que os teus olhos a tenham tocado. Não tentes incluir coisa alguma em particular, mas certifica-te de que nada seja especificamente excluído".

Comecei fazendo errado, fui atribuindo valores as coisas na minha frente depois que vi que era para ver os valores que as coisas tinham pra mim. A lição também diz que o que vivemos é uma ilusão atribuída aos valores colocados. Só que fiquei confuso, como que o que vivemos é uma ilusão se a realidade a nossa volta e o que nós somos fazem parte daquilo que damos valor? Sei que o nosso modo de viver é limitado pela forma como pensamos, mas daí pra dizer que todas as coisas reais não são reais me confundiu. É errado atribuir valores as coisas e as pessoas? E se não somos o que aparentamos, o que pensamos e o que fazemos, nós somos o que? 

Na discussão com uma colega no grupo ela trouxe a seguinte reflexão: "Buda diz que a matriz do sofrimento vem do desejo, que tem toda relação com o apego. Não é errado atribuir valor, porque não existe certo e errado, existe estágio evolutivo. Quando conseguirmos nos anular no sentido de deixar de ser uma gota e virar oceano, aí tudo terá o mesmo valor e não é você quem vai dizer qual é esse valor, será uma força maior, que estará integrada contigo". Não conheço muito sobre os estudos de Siddhartha Gautama ( sim, esse é o nome verdadeiro de Buda),  mas é verdade que o apego e o desejo deturpam nossa visão de realidade, mas também não conseguimos, pole menos por enquanto, sermos evoluídos a ponto de aceitarmos que nossos desejos são vendas afinal somos meros mortais. Mas no caso do apego, trabalhar para diminuí-lo já é um começo de caminho que melhora bastante a nossa percepção. Vejam, meu objetivo não é ser iluminado, mas consertar algumas coisas que percebo que não estão muito legais.

Apesar de nessa lição eu me sentir o Neo quando ele descobre sobre a Matrix acho que to começando a entender o porque nos limitamos muito. Só espero que no dia em que desencarnar não veja alguém puxando o plug porque ai vou ficar chateado com o diretor (referências de Matrix)!

Nada do que eu vejo significa coisa alguma

Olá pessoal, tem tempo que eu não escrevo aqui, mas hoje resolvi pegar mais um desafio e gostaria de compartilhar com vocês. Esse é de um grupo que participo que é baseado no livro Um curso em milagres, por Helen Schucman que consiste em 365 lições de auto conhecimento. Apesar de eu ser religioso não acredito muito em milagres, mas achei a proposta de auto melhora legal e pretendo compartilhar com vocês as experiências que tive com essa pequena reflexão. A primeira lição está abaixo e depois vou trazer o que percebi :)

"Nada do que eu vejo neste quarto [nesta rua, desta janela, neste lugar] significa coisa alguma. 1. Agora, olha vagarosamente à tua volta e pratica aplicando essa ideia, de modo muito específico, a qualquer coisa que vejas: Esta mesa não significa nada. Esta cadeira não significa nada. Esta mão não significa nada. Este pé não significa nada. Esta caneta não significa nada. 2. Então, olha além do que o que está imediatamente à tua volta e aplica a ideia a um âmbito mais amplo: Aquela porta não significa nada. Aquele corpo não significa nada. Aquela lâmpada não significa nada. Aquele cartaz não significa nada. Aquela sombra não significa nada. 3. Nota que essas declarações não estão agrupadas em nenhuma ordem e não fazem nenhuma distinção quanto às diferenças entre os tipos de coisas às quais são aplicadas. Esse é o propósito do exercício. A declaração deve ser meramente aplicada a qualquer coisa que vês. Ao praticares a ideia do dia, usa-a com total indiscriminação. Não tentes aplicá-la a tudo o que vês, pois estes exercícios não devem se tornar ritualísticos. Apenas certifica-te de que nada do que vês seja especificamente excluído. Qualquer coisa é como qualquer outra no que concerne à aplicação da ideia".

Primeiramente, what the damm hell???, como assim as coisas não significam nada? Fazer esse tipo de exercício de que as coisas não significam nada traz uma sensação de vazio enorme até porque se essas coisas/ pessoas/ sentimentos existem é porque alguém as valorou e por esse motivo que elas estão presentes. Quando vejo que a mesa não significa nada ou a parede não significa nada, tudo bem as coisas são passageiras, mas quando chega na parte de objetos mais importantes e das pessoas aí quebra completamente todo o significado que elas tem. Sem falar quando entra no quesito esse corpo, vulgo eu, não significa nada. Aí a auto estima que já não é uma das melhores, vai pelas cucuias. Isso me mostra o quanto podemos ser desvalorizados pelos outros e o quanto somos frágeis na visão de terceiros. Eu que não ligo para opinião de terceiros ( alerta de sarcasmo), fiquei com o sentimento de extrema insignificância o que leva para um apego das coisas e de pessoas que é um cado exagerado e já tinha percebido isso antes.

Mas como eu gosto de começar já com o lado negativo (se quiserem culpem o signo, apesar de eu não acreditar muito) esqueci de ler o resto da lição e me enfiei num mar revolto de pensamentos que me colocam pra baixo até me dar conta de que tinha mais uma parte onde fala: "Olhar para uma mesa, para uma cadeira e um sofá e dar-se conta de que eles não têm qualquer significado intrínseco, ou seja, por si mesmos". Se for olhar pela visão simplista, uma mesa é só uma mesa, uma cadeira é só uma cadeira, uma pessoa é só uma pessoa. Não existe um real valor pra ela, somos nós que atribuímos, quando vemos aquela mesa que serviu de base para jantares em família por anos, ou aquele colar da sua tatarabisavó que veio de não sei aonde para o Brasil, ou aquela pessoa querida. Tudo isso somos nós e pessoas ao nosso redor que atribuem determinado valor e que se não fosse por esse valor aquela coisa/ pessoa seria somente uma coisa/ pessoa. Se olharmos agora para os problemas diários e fizermos o mesmo exercício nós também vamos ver que problemas são só problemas e que obstáculos são só obstáculos e que atribuímos peso, tamanho e quantidade por influência de terceiros ou por nossa mente bitolada mesmo.

Então se fizermos isso com os problemas, medos e tudo de ruim nessa vida as coisas melhoram do dia pra noite? Claro que não queridão! É um exercício que devemos fazer diariamente e ter uma puta mente disciplinada para quando algo não estiver bom, vermos que é só uma coisa e nada mais. Mas falar é mais fácil do que fazer e quando resolvemos refletir sobre um problemas surgem 35678 novas variações que temos que nos damos conta. Nesse caso temos que começar de algum lugar. Passinho de bebês.

Essa foi a reflexão da lição do dia, em breve voltarei com outro 30 days challenge e as outras lições :)