"Nada do que eu vejo neste quarto [nesta rua, desta janela, neste lugar] significa coisa alguma. 1. Agora, olha vagarosamente à tua volta e pratica aplicando essa ideia, de modo muito específico, a qualquer coisa que vejas: Esta mesa não significa nada. Esta cadeira não significa nada. Esta mão não significa nada. Este pé não significa nada. Esta caneta não significa nada. 2. Então, olha além do que o que está imediatamente à tua volta e aplica a ideia a um âmbito mais amplo: Aquela porta não significa nada. Aquele corpo não significa nada. Aquela lâmpada não significa nada. Aquele cartaz não significa nada. Aquela sombra não significa nada. 3. Nota que essas declarações não estão agrupadas em nenhuma ordem e não fazem nenhuma distinção quanto às diferenças entre os tipos de coisas às quais são aplicadas. Esse é o propósito do exercício. A declaração deve ser meramente aplicada a qualquer coisa que vês. Ao praticares a ideia do dia, usa-a com total indiscriminação. Não tentes aplicá-la a tudo o que vês, pois estes exercícios não devem se tornar ritualísticos. Apenas certifica-te de que nada do que vês seja especificamente excluído. Qualquer coisa é como qualquer outra no que concerne à aplicação da ideia".
Primeiramente, what the damm hell???, como assim as coisas não significam nada? Fazer esse tipo de exercício de que as coisas não significam nada traz uma sensação de vazio enorme até porque se essas coisas/ pessoas/ sentimentos existem é porque alguém as valorou e por esse motivo que elas estão presentes. Quando vejo que a mesa não significa nada ou a parede não significa nada, tudo bem as coisas são passageiras, mas quando chega na parte de objetos mais importantes e das pessoas aí quebra completamente todo o significado que elas tem. Sem falar quando entra no quesito esse corpo, vulgo eu, não significa nada. Aí a auto estima que já não é uma das melhores, vai pelas cucuias. Isso me mostra o quanto podemos ser desvalorizados pelos outros e o quanto somos frágeis na visão de terceiros. Eu que não ligo para opinião de terceiros ( alerta de sarcasmo), fiquei com o sentimento de extrema insignificância o que leva para um apego das coisas e de pessoas que é um cado exagerado e já tinha percebido isso antes.
Mas como eu gosto de começar já com o lado negativo (se quiserem culpem o signo, apesar de eu não acreditar muito) esqueci de ler o resto da lição e me enfiei num mar revolto de pensamentos que me colocam pra baixo até me dar conta de que tinha mais uma parte onde fala: "Olhar para uma mesa, para uma cadeira e um sofá e dar-se conta de que eles não têm qualquer significado intrínseco, ou seja, por si mesmos". Se for olhar pela visão simplista, uma mesa é só uma mesa, uma cadeira é só uma cadeira, uma pessoa é só uma pessoa. Não existe um real valor pra ela, somos nós que atribuímos, quando vemos aquela mesa que serviu de base para jantares em família por anos, ou aquele colar da sua tatarabisavó que veio de não sei aonde para o Brasil, ou aquela pessoa querida. Tudo isso somos nós e pessoas ao nosso redor que atribuem determinado valor e que se não fosse por esse valor aquela coisa/ pessoa seria somente uma coisa/ pessoa. Se olharmos agora para os problemas diários e fizermos o mesmo exercício nós também vamos ver que problemas são só problemas e que obstáculos são só obstáculos e que atribuímos peso, tamanho e quantidade por influência de terceiros ou por nossa mente bitolada mesmo.
Então se fizermos isso com os problemas, medos e tudo de ruim nessa vida as coisas melhoram do dia pra noite? Claro que não queridão! É um exercício que devemos fazer diariamente e ter uma puta mente disciplinada para quando algo não estiver bom, vermos que é só uma coisa e nada mais. Mas falar é mais fácil do que fazer e quando resolvemos refletir sobre um problemas surgem 35678 novas variações que temos que nos damos conta. Nesse caso temos que começar de algum lugar. Passinho de bebês.
Essa foi a reflexão da lição do dia, em breve voltarei com outro 30 days challenge e as outras lições :)
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