"Eu vejo só o passado. 1. É particularmente difícil acreditar nessa ideia a princípio. No entanto, é o fundamento racional para todas as precedentes.
É a razão pela qual nada do que vês significa coisa alguma.
É a razão pela qual deste a tudo o que vês todo o significado que tem para ti.
É a razão pela qual não compreendes coisa alguma do que vês.
É a razão pela qual os teus pensamentos não significam coisa alguma e são como as coisas que vês.
É a razão pela qual nunca estás transtornado pela razão que imaginas.
É a razão pela qual estás transtornado por ver algo que não existe.
2. Ideias velhas sobre o tempo são muito difíceis de serem mudadas porque tudo aquilo em que acreditas tem as suas raízes no tempo e depende de não aprenderes essas novas ideias sobre ele. No entanto, é precisamente por isso que precisas de novas ideias sobre o tempo. Essa primeira ideia sobre ele não é realmente tão estranha quanto possa parecer de início. 3. Olha para uma xícara, por exemplo. Vês uma xícara, ou estás meramente revendo as tuas experiências passadas de pegar uma xícara, estar sedento, beber, sentir a borda de uma xícara contra os teus lábios, tomar café, e assim por diante? E as tuas reações estéticas em relação à xícara também não estão baseadas em experiências passadas? De que outra maneira saberias se, ao deixá-la cair, esse tipo de xícara quebraria ou não? O que sabes sobre essa xícara exceto o que aprendeste no passado? Exceto pelo teu aprendizado passado, não terias nenhuma ideia do que é essa xícara. Então, será que realmente a vês? 4. Olha à tua volta. Isso é igualmente verdadeiro para o que quer que seja que olhes. Reconhece isso aplicando a ideia para o dia de hoje indiscriminadamente a qualquer coisa que capte o teu olhar".
Antes de começar esse tópico e voltando ao anterior gostaria de colocar algo que uma colega me disse ontem: "Fiquei pensando sobre o seu relato e me lembrei do que a Flávia Melissa disse certa vez sobre ser suficiente e vou compartilhar aqui:
"Pare de olhar para si mesmo, e para o mundo, com estes olhos julgamentosos do que é certo e do que é errado. Tudo está sempre certo. Nada teria como ser diferente do que é, caso contrário, seria. Tudo, absolutamente tudo o que todas as pessoas do mundo fazem é o melhor que conseguem fazer, levando em consideração o nível de consciência e as ferramentas que possuem, naquele momento. Todo mundo está fazendo o seu melhor. E este é o grande ganho de consciência, a grande pedra filosofal capaz de transmutar o chumbo em ouro dentro de nós: você não tem defeitos. Você é o ser humano perfeito. Não é você que é defeituoso; defeituoso é a forma como você vem enxergando a si mesmo e ao mundo, há mais tempo do que pode se lembrar. Porque lá atrás, quando você era pequenininho, alguém te ensinou que algo em você não era bom o suficiente para conquistar o amor das outras pessoas e, como o medo de qualquer ser humano é não receber o amor e reconhecimento dos demais, você vem reproduzindo esta “cisão”, ocultando aspectos de si mesmo que aprendeu a julgar inadequados. Acolher a sombra é perceber que não existem aspectos inadequados. Todos os seus aspectos são adequados – o que não significa que você não pode querer evoluir, se desenvolver, ser mais feliz. Você tem todo o direito de querer se aprimorar, mas preste bem atenção a algo que vou te dizer: não existe nada em você que você precise melhorar.
A insuficiência é a maior crença limitante do ser humano, como se existisse um juiz externo, um observador imparcial o suficiente para dizer o que é o suficiente. Nada é suficiente, e nada é insuficiente: tudo é, apenas, o que é. E está tudo certo: está tudo bem em ser quem você é.""
Depois desse tapa na cara acho que posso voltar para o tópico de hoje. Viver o passado é uma coisa que faço constantemente e já virou rotineiro. Então não foi difícil fazer essa lição, pois infelizmente eu faço isso com uma frequência enorme e não consigo desassociar. Um ponto importante colocado aqui foi a ideia da nossa percepção de tempo ser linear. Se ela não é linear é o que então? Presente, passado e futuro fazem parte da visão de todos. Mas ai é onde a gente se engana, em um TED talk que vi, onde traz que essa nossa visão nem sempre foi assim. Antigamente o tempo era visto em ciclos e conforme fomos perdendo essa visão, costumamos a acelerar mais e mais para chegar no "final" e ter feito o máximo de coisas possíveis e ser o que tem maior sucesso. Acho que é por isso que vivemos tanto no passado, pois não temos tempo de aproveitar as coisas do presente pela nossa vontade de querer sempre vencer o mais rápido e por isso pensar no que passou pode ser uma âncora inconsciente para desacelerarmos.
Mas a questão de se apegar no passado é uma coisa que preciso deixar de lado, pois meu presente nunca sera presente se eu ficar pensando só lá atrás ou lá na frente. Não consigo sentir mais a emoção intensa de realizar as coisas ou feitos porque minha cabeça sempre está em outro espaço tempo e cada dia mais. Preciso quebrar essas correntes que me prendem, só não sei como fazer.
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