Comecei fazendo errado, fui atribuindo valores as coisas na minha frente depois que vi que era para ver os valores que as coisas tinham pra mim. A lição também diz que o que vivemos é uma ilusão atribuída aos valores colocados. Só que fiquei confuso, como que o que vivemos é uma ilusão se a realidade a nossa volta e o que nós somos fazem parte daquilo que damos valor? Sei que o nosso modo de viver é limitado pela forma como pensamos, mas daí pra dizer que todas as coisas reais não são reais me confundiu. É errado atribuir valores as coisas e as pessoas? E se não somos o que aparentamos, o que pensamos e o que fazemos, nós somos o que?
Na discussão com uma colega no grupo ela trouxe a seguinte reflexão: "Buda diz que a matriz do sofrimento vem do desejo, que tem toda relação com o apego. Não é errado atribuir valor, porque não existe certo e errado, existe estágio evolutivo. Quando conseguirmos nos anular no sentido de deixar de ser uma gota e virar oceano, aí tudo terá o mesmo valor e não é você quem vai dizer qual é esse valor, será uma força maior, que estará integrada contigo". Não conheço muito sobre os estudos de Siddhartha Gautama ( sim, esse é o nome verdadeiro de Buda), mas é verdade que o apego e o desejo deturpam nossa visão de realidade, mas também não conseguimos, pole menos por enquanto, sermos evoluídos a ponto de aceitarmos que nossos desejos são vendas afinal somos meros mortais. Mas no caso do apego, trabalhar para diminuí-lo já é um começo de caminho que melhora bastante a nossa percepção. Vejam, meu objetivo não é ser iluminado, mas consertar algumas coisas que percebo que não estão muito legais.
Apesar de nessa lição eu me sentir o Neo quando ele descobre sobre a Matrix acho que to começando a entender o porque nos limitamos muito. Só espero que no dia em que desencarnar não veja alguém puxando o plug porque ai vou ficar chateado com o diretor (referências de Matrix)!
Nenhum comentário:
Postar um comentário