terça-feira, 9 de agosto de 2016

Dia 3 - Construindo Caminho com os Obstáculos da Vida

Tirar uma foto por dia:



Acho que to ficando bom em fazer fotos conceituais, só acho. Ultimamente estou me esforçando para ter um bom autoconhecimento. Depois que eu investi tempo e esforço para emagrecer e mudar meu corpo, comecei a me sentir incomodado com as coisas que eu penso e algumas atitudes que tenho diante dos problemas. Esse desafio é um projeto pessoal que está fazendo com que eu tenha mais consciência das coisa que falo e de como me expresso, até porque preparar essas postagens para vocês é um trabalho que tenho que dura o dia todo, pois conforme vou vivenciando vou escrevendo. O interessante dessa foto é que as famosas "pedras no caminho" podem ser utilizadas de diferentes maneiras. Podemos desviar delas como um obstáculo, podemos usá-las como parte dos nossos problemas e tacar em alguém ou fazer com que outras pessoas as carreguem como se não fossem de nossa responsabilidade. Ou podemos juntá-las e usá-las para preencher as nossas lacunas e construir as bases das nossas experiências. Então o título dessa foto é: Construída por Obstáculos e mostra de forma figurativa o que quero fazer com as pedras figurativas da minha vida.

Talk que mudou a minha percepção:

Carl Honoré: In praise of slowness 
Tire um tempo para ver esse vídeo, respire fundo e se pergunte: Será que minha vida anda muito acelerada? Já adianto que a resposta vai ser: SIM! A vida de todo mundo está muito acelerada. Estamos tão no automático que esquecemos de parar para pensar se realmente estamos felizes com a vida que levamos. Não tinha percebido que a nossa visão de tempo é linear e como o Carl fala no talk, colocamos uma linha de chegada e estabelecemos uma corrida contra o tempo para alcançar essa linha o mais rápido possível, mas a verdade é que nunca alcançamos, pois sempre postergamos mais e mais o final para dar conta de fazer tudo o que nos comprometemos a fazer.

Admito que a primeira vez que vi esse talk eu fiquei incomodado, pois ele tem quase 20 minutos, mas isso serviu como um alerta pra mim para que eu pudesse prestar atenção no que ele falava e ver como minha vida anda estressada e agitada. Recomendo que todos assistam até o final e tirem suas conclusões sobre se estamos gastando o nosso tempo com a qualidade devida. 


Ouvir pessoas que são apaixonadas pelo que fazem:

Essa vai para os apaixonados da vida. Mário Sérgio Cortella | Se você não existisse, que falta faria?  Apesar de ser uma palestra grande e que, sinceramente, podia ser um pouco mais resumida, ela traz grandes verdades. Não podemos viver uma vida morna, medíocre e sem estar atento para as coisas a nossa volta. Isso me fez refletir, pois eu sempre me preocupo com o que eu vou deixar para o mundo. Qual impacto vou causar e se em alguém momento alguém vai sentir a minha falta. Antigamente eu pensava nisso, mas de um jeito meio mórbido. Hoje eu penso nisso, mas com uma certa responsabilidade, pois eu decidi recentemente que quero impactar a vida das pessoas, e mais recentemente ainda decidi que quero impactar de forma positiva. Não só marcar alguém por ser importante na vida dela , mas ser importante por ajudar ela a seguir em frente e a evoluir junto comigo. Então hoje eu tenho certeza que minha vida não é morna :)

Pé na terra:

Cada dia estou vendo o quanto é importante fazer esse exercício. Hoje eu estava no começo de uma crise de ansiedade (ultimamente estou tendo muitas) e a primeira coisa que veio na cabeça foi colocar o pé na terra. Geralmente quando eu tenho uma crise dessas eu fico inutilizado pelo resto do dia e essa uma hora que tirei para entrar em contato com a natureza e pensar sobre a minha vida fez com que eu voltasse aos eixos.

Nossas vidas são cheias de altos e baixos e ter uma válvula de escape ou algo que te faça voltar a pensar normalmente e com mais clareza faz bem para o corpo e o espírito. Não que tivesse milagrosamente me curado da ansiedade até porque como estava no inicio e foi mais fácil de voltar, pois se eu já estivesse um pouco mais avançado, com certeza não conseguiria sair de casa nem para comprar pão.

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