Tirar uma foto por dia:
" Eu sou nuvem passageira, que com o vento se vai. Eu sou como um cristal bonito que se quebra quando cai." Não dá para negar a mudança de nossas vidas, não dá para negar que até o mais duro dos cristais sofre mudanças constantes. Temos sim que abraçar as mudanças e aprender com elas.
Ouvir pessoas que são apaixonadas:
A paixão tem seus dias bons e ruins. Certamente hoje não é um dia bom. Como eu falei ontem, criar expectativas é criar uma realidade paralela onde você tudo controla, o que é completamente diferente da vida. Apaixonar-se é fácil o difícil é amar, pois quando você ama é o momento em que você mostra que tem algo a perder, mostra a sua vulnerabilidade e dependência da outra pessoa. Mas não é uma situação ruim, acreditamos que quando nos expomos seremos considerados fracos e seremos abandonados. Então vivemos num eterno embate sobre demonstrar nossos sentimentos e ser fracos ou guardar pra gente, mas ao mesmo tempo não vivenciar a experiência completamente.
Shaka Senghor: Why your worst deeds don’t define you Ainda é difícil de acreditar que nossos pensamentos e atos do passado não nos definem. Se eles não nos definem, o que nos define então? Serão nossas crenças e valores? Mas quem não tem nada disso definido, como fica? É certo que não nos devemos apegar ao passado. Podemos pegar aquela experiência ruim, transmutar e transformar em algo bom e útil para nós, mas para isso é necessário uma intensa jornada de auto conhecimento.
Pé na terra:
Eu tenho problema em perdoar. Ufa! Admitir isso é mais difícil do que você pode imaginar. Eu tenho tanto problema em perdoar que eu me culpo por isso. Quando alguém faz alguma coisa que me magoa, eu não consigo perdoar facilmente e também não consigo me perdoar por ter deixado a situação ocorrer. Quando eu faço algo que me magoa eu não consigo me perdoar por ter feito aquilo comigo. Então eu entro em uma questão que realmente me tira a paz. Eu não consigo me perdoar facilmente e acho que isso é a pior coisa que pode acontecer com alguém. Um sentimento de culpa me invade e fala que eu poderia ter feito diferente, que eu poderia estar numa situação diferente. Mas quando peço exemplos do que poderia ter feito para minha mente eu não recebo uma resposta ou recebo uma que facilmente caí por terra. Entendam, a nossa mente é um artefato poderoso que pode tanto construir como destruir. Não sei se é por pressão social ou se é Karma, mas a verdade é que nós nos culpamos muito e culpamos as outras pessoas. Nos colocamos em situação de vítima para poder descarregar toda a insatisfação que temos. Há um ditado que diz assim: as pessoas a nossa volta são um espelho do que somos. Se eu não gosto de uma pessoa por determinado comportamento (isso vale para as pessoas que temos alguma conexão, não para aquela pessoa babaca que você passa por ela uma vez na vida) é porque esse comportamento está presente em mim também. Devemos reconhecer as nossas fraquezas e qualidades, reconhecer que ferimos e fomos feridos, reconhecer a nossa realidade e a partir desse ponto (e somente desse ponto) podemos, por escolha nossa, fazer algo para mudar. Não adianta ficar olhando para o passado achando que você podia ter feito alguma coisa diferente para modificar a situação, saiba que você fez o melhor que você pode com as ferramentas que você tinha. Chega de se culpar e de não se perdoar pelo que deixou de acontecer. Chega de deixar de perdoar outras pessoas pelos erros que ela cometeu com a gente. Como diz na imagem abaixo:
Devemos ser generosos tanto no corpo, quanto no coração e na mente, devemos ser tolerantes e fazer com que os nossos corações encontrem a paz onde quer que estejamos.


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